Super City Block SPF 40 (Clinique)

Super City Block SPF 40 (Clinique)

Este post foi escrito pelo Pedro.

Descrição: favor ler no próprio site brasileiro da Clinique.

Composição:

Opinião pessoal: sua textura é cremosa e, de fato, desliza muito bem. O produto também é levemente pigmentado, escondendo eventual resíduo branco que os protetores físicos da fórmula poderiam deixar na pele. Na prática, a finalização é como se fosse de uma base de cobertura extremamente leve e bastante luminosa. Ao toque é levemente pegajoso, sem me incomodar. Não irritou absolutamente nada minha pele (o que é muito raro) e tem um leve cheiro que lembra alecrim, apesar de não ter fragrância na fórmula.

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Só encontrei um problema: tem de ser aplicado com muito cuidado para não esfarelar. Tive de fazer dezenas de tentativas até descobrir uma forma de aplicá-lo sem esfarelar (só fiz tantas tentativas porque realmente gosto muito de outras características deste protetor, caso contrário seria mais um protetor solar que teria tido o mesmo destino de tantos outros que já testei: lixo logo após as primeiras aplicações).

E a forma que descobri para usá-lo sem esfarelar foi a seguinte: aplicar na pele extremamente bem hidratada e enquanto o hidratante ainda não secou totalmente. A aplicação que faço é com movimentos retos e rápidos. E então espero secar bem – até lá evito ao máximo enconstar qualquer coisa no rosto, caso contrário também pode esfarelar. Recapitulando como aplicado o produto:

1 – Espalho rapidamente, com movimentos retos (e não circulares) sobre a pele ainda úmida pela aplicação anterior de um hidratante;

2 – Não encosto nada no rosto até que esteja totalmente seco, o que pode demorar em torno de uma hora.

Fazendo assim, fica perfeito. A pele fica com uma textura muito bonita (para quem não quer matificação, e prefere luminosidade).

Atentem ao fato, avisado pelo próprio fabricante, que pode ser necessário um demaquilante para retirá-lo (sempre uso).

Sobre a composição: o produto combina protetores inorgânicos (também chamados de físicos, sobre os quais escrevi aqui) e orgânicos, também chamados de químicos. Infelizmente não encontrei na rotulagem nenhuma indicação sobre qual seria a proteção proporcionada contra os UV-A, mas como há uma boa concentração de protetores inorgânicos na fórmula, suponho que não seja baixa.

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Notem que na fórmula há diversos ingredientes com possível ação antioxidante, “anti-irritante”, clareadora etc. Como são muitos, infelizmente não tenho tempo para comentar sobre cada um deles. Mas se vocês pesquisarem poderão encontrar propriedades interessantes para eles. Sobre o derivado de vitamina C chamado magnesium ascorbyl phosphate, por exemplo, já escrevi este artigo.

Conclusão: ótimo protetor solar para o dia a dia que deixa a pele luminosa e pode oferecer outros benefícios além da proteção solar. Além disso, apresenta baixo potencial de irritação. Mas deve ser aplicado com cuidado para evitar esfarelamento.

No Brasil custa R$129,00 (40ml).

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O Stash é editado por Adriana Nunan, especialista em cosméticos de luxo, com mais de 10 anos de experiência em blogs de varejo. Psicóloga clínica e consumidora exigente, Adriana oferece uma perspectiva abrangente dos benefícios – objetivos e subjetivos – dos produtos avaliados.

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Comments

  1. Oi, Pedro! Estava esperando a sua resenha sobre esse produto… Parabéns pela excelente resenha, sempre muito detalhada! ^^
    Compartilho das mesmas opiniões, mas com uma ressalva: em mim ele não esfarela. Espalho logo depois do hidratante (atualmente, o Vichy Idealia Life Serum – mas já usei com o Strobe e o Redermic Hyalu C), e com movimentos circulares. Só espero secar um tempinho para aplicar primer (que nem sempre uso, pois o próprio protetor já facilita a aplicação da base). E ele deixa a pele tão bonita, que a maior parte das vezes só uso corretivo nas olheiras e cantos do nariz. Faz uma pele linda com o Mineralize Skinfinish Natural. Uso há pelo menos três anos e, por mais que alterne, sempre volto para ele, pois une uma proteção excelente com um efeito cosmético muito bom. Acabei de comprar o Urban Enviroment Tinted UV, da Shiseido, mas não gostei porque me acostumei com a luminosidade desse da Clinique. O da Shiseido também é bom, mas a pele fica mais natural/seca, o que não gosto muito.
    Abraço!

  2. Oi, Erika. Bom saber. Então este serum da Vichy deve funcionar como uma boa “base” para o produto.

  3. Pq você não doa para amigos ou familiares os produtos que não funcionam para você? Dizer que o destino destes produtos é o lixo soa arrogante e denota desperdício. Gosto muito das suas resenhas e nem de longe este é um comentário negativo, apenas é um questionamento que me fiz ao ler seu texto.

    • Aline: o Pedro responderá melhor, mas eu tenho certeza que ele da um destino “digno” aos produtos. Muitos deles vem parar na minha casa, por exemplo – rs. Eu tb gosto sempre de repassar as coisas pq as vezes não servem pra mim, mas funcionam bem para outras pessoas. Produtos de cabelo então, nem se fala, né? 🙂 bjs.

  4. Oi, Aline. Compreendi a tua a crítica e sei que meu comentário pode ter dado margem a interpretação feita por ti. Mas vou explicar melhor: só repasso as coisas que justamente considero boas (tendo gostado ou não). Tem coisas que eu pessoalmente não gostei, mas são boas – essas eu repasso. Mas tem coisas que seriam ruins para todos, independentemente de eu ter gostado ou não (como muitos protetores que estão por aí); essas eu não repasso a ninguém.

    Por exemplo: um protetor solar que eu não tenha gostado por achar muito oleoso, eu costumo repassar para alguém que tenha pele seca ou que não se importe com a oleosidade do produto. Porque isso não significa que o produto seja ruim, apenas que me desagrada do ponto de vista pessoal. Já um protetor solar que, sob qualquer hipótese, esfarela, não repasso a ninguém porque é um produto ruim independentemente de preferências pessoais. (pode não proteger adequadamente)

  5. Pedro, mas mesmo assim você poderia repassar pra alguém que não tenha condições de comprar um protetor solar, pois ainda que esfarele ou não proteja tão bem é melhor do que nada (ou não?)…
    Sei que isso é meio irreal, pois quem não pode comprar um filtro solar certamente não o utiliza no dia a dia ou de forma constante e por isso essa medida pode ser inócua e tal… mas tem que haver uma forma de aproveitar esses filtros solares que você não aprovou.
    Desculpe meu comentário, é que fiquei um pouco chocada com o fato de o destino deles ser o lixo (ainda que de somente uma parcela deles), quando sabemos que o preço desses produtos no Brasil impede que muitas pessoas os consumam.
    Gosto muito de tudo que você escreve, sempre acompanho.

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